Hildo

 

Nome completo é Hildo Honório do Couto, professor de linguística aposentado da Universidade de Brasília, onde continuo atuando como Pesquisador Associado.

Comecei a frequentar a Praça da Harmonia Universal um tanto tardiamente, ou seja, em 21 de agosto de 2005. Mas, entrei para valer e definitivamente. Tenho participado de praticamente todas as atividades, bem como das reuniões, festividades e comemorações, com muito prazer.

No momento atual (outubro de 2008), dirijo as atividades nas terças-feiras, das 6 às 7 horas, e nas sextas, de 7h30min a 8h30min.

Por que passei a frequentar a PHU?
Tendo nascido na zona rural, eu sempre fui muito ligado à terra, sempre gostei mais de coisas menos sofisticadas e mais naturais. Na minha juventude, fiz várias experiências nos esportes. Já tentei halterofilismo, box americano e karatê, além de corrida e natação. Mas, devido a uma deficiência cardíaca, tive que deixar todo tipo de esporte que exigisse muito do físico (esporte violento, diriam alguns). Com isso, pensei em jogar tênis. No entanto, esse esporte me pareceu um tanto elitista, portanto, não muito compatível com meu modo de ser.

Quando eu passava pelo Eixinho W na Asa Norte bem cedo, sempre via o grupo da PHU praticando tai chi. Já havia visto também várias reportagens na imprensa sobre o assunto, reportagens que incluíam informações sobre os benefícios dessa arte.

Mesmo assim, fui adiando a vinda à Praça, quando não porque as atividades se davam muito cedo, e eu estava acostumado a acordar muito tarde. Mas, um dia criei coragem e vim visitá-la, apenas para observar. Fiquei encostado em um poste, observando as atividades. Nisso um um cara grandalhão se aproximou de mim e me convidou a participar. Diante de minha timidez, dizendo que estava só observando, ele insistiu. Eu acabei indo participar. Não parei mais. Esse homem era o Helmut Egewarth.

Logo em seguida, fiz um curso sobre o tai chi simplificado de 24 movimentos, ministrado pelo filho do mestre Woo, Aristein Woo, em 6 sábados à tarde, sendo que cada encontro tinha uma duração de 3 horas.
Logo em seguida, comecei a dirigir as atividades, como já dito acima.

Durante grande parte de minha vida de adulto tenho sofrido com uma gastrite crônica, praticamente incurável. Frequentei diversos gastroenterologistas. Muitos deles me receitaram dietas, acompanhadas de medicamentos. Isso por anos a fio. No entanto, nada funcionava. Quando passei a frequentar a PHU, ouvindo tudo que se ouve dos mais veteranos, percebi que era melhor largar tratamentos convencionais. Joguei médicos, dietas e medicamentos pela janela. Procurei levar uma vida mais tranquila, cultivando a tolerância para com o que é diferente (estou sempre em um treinamento para a tolerância). Pois bem, minha gastrite não só não evoluiu como tem melhorado paulatinamente. Hoje me sinto muito melhor, quase curado, só com a mudança de atitude e de modo de encarar o mundo.

Além disso, minha convivência com a família, amigos, colegas, vizinhos e conhecidos melhorou sensivelmente. Não reajo mais a provocações no trânsito, ou fora dele. Enfim, estou mais equilibrado, mesmo que ainda não no ponto ideal. 

Essa virada foi reforçada pelo meu contato com o taoísmo, a filosofia chinesa que está por trás do movimento do tai chi chuan, bem como das artes marciais chinesas. Essa filosofia, representada sobretudo no I ching,

no Tao te ching, de Lao Tzu, em Chuang Tzu e Lieh Tzu, prega, antes de tudo, harmonia com o mundo. Isso inclui harmonia com as pessoas. E para viver em harmonia com o mundo e as pessoas, é preciso assumir uma atitude de humildade, tolerância, modéstia e frugalidade. Inclui também evitar desperdício, devastação e poluição do meio ambiente.


Tudo isso eu já praticava na ecologia, sobretudo na Ecologia Profunda, criada pelo filósofo norueguês e montanhista Arne Naess, nascido em 1912, e ainda com uma invejável vitalidade e lucidez. Quando percebi que o taoísmo já defendia há milênios o que eu vinha seguindo, juntou-se a fome com a vontade de comer. Abracei a causa do tai chi em um movimento que vem de dentro de mim mesmo, do mais profundo de minhas convicções. É por isso que sempre digo com prazer, juntamente com os demais praticantes, as palavras FRATERNIDADE, SAÚDE E PAZ, no final das atividades.

Costumo dizer que a frequência à PHU tem um efeito colateral, que é fazer novos amigos.

Frequentar a Praça da Harmonia Universal só me fez bem. 

Para ver mais sobre minhas atividades, pode-se visitar os seguintes endereços:

www.meioambienteelinguagem.blogspot.com